domingo, 7 de março de 2021

CONHEÇA O PODER DA EMPATIA

 


É preciso que haja sintonia e sentimento para se colocar no lugar do outro.

 Já parou para pensar no quanto ainda existem pessoas que não compreendem o real significado da palavra empatia? No quanto temos pensado, enquanto sociedade, apenas em nossos próprios interesses, sem nos preocuparmos com o que as pessoas ao nosso redor vêm enfrentando?

Acredito, verdadeiramente, na necessidade de fazer reflexões como estas e muitas outras em nossa vida, pois somente através de pensamentos assim e do desenvolvimento da capacidade de nos colocarmos no lugar do outro, é que conseguiremos construir um mundo cada vez melhor para se viver.

Autoconhecimento é o primeiro passo para poder compreender melhor as outras pessoas.

O que é empatia?

Essa palavrinha mágica e poderosa, de origem grega, significa ter a habilidade de entender a necessidade do outro. É sentir o que uma pessoa está sentindo, se colocar no lugar dela é ver o mundo pela sua perspectiva. É ter a sensibilidade de ouvir alguém na essência e entender os seus desconfortos e suas alegrias, ver suas vitórias, conquistas e se alegrar, ver suas tristezas e se convalescer.

De modo geral, a empatia é a capacidade que uma pessoa tem de vivenciar a dor e a alegria de outra, mesmo que a ligação entre elas não seja algo extraordinário, surreal ou de outra vida. Basta apenas que se tenha o coração aberto para entender que cada ser humano é único e passa por situações distintas, que acabam por moldá-lo.

O que quero dizer é que não é necessária uma relação entre os envolvidos, ou seja, pode-se ver a empatia agindo em torno de pessoas desconhecidas, mas que estejam vivenciando algo em um mesmo espaço e tempo.

É importante ressaltar, que não podemos simplesmente ver os problemas e as alegrias de alguém com nossos olhos, como se fossem nossos, com a nossa vivência, nossa história de vida, com a nossa bagagem emocional, achando que absorvemos o que o outro está passando.

Cada um passa por uma série de acontecimentos que forma sua personalidade e sua vida, não podemos achar que alguém tem um problema pequeno ou uma felicidade exacerbada porque não vemos assim, cabe a nós tentar simpatizar dos sentimentos do outro e compartilhar destes.

 

Empatia é para todos?

De forma clara e direta, não!

Empatia é um sentimento, é uma qualidade do ser humano. Porém, não são todas as pessoas que conseguem desenvolver essa habilidade. Não são todos os que nascem com empatia arraigada em seu ser. Alguns possuem grande dificuldade de desenvolvê-la.

Desenvolver a empatia demanda inteligência emocional e psicológica, sendo esta já existente ou a ser desenvolvida. Nem todos possuem uma grande inteligência emocional para lidar com situações onde a empatia se faz necessária, mas é algo a ser desenvolvido.

Se você parar e pensar, vai ver que para ter empatia, é preciso, minimamente, saber ouvir e simpatizar com as dificuldades do outro. O que quero dizer é que aquelas pessoas que possuem traços de psicopatia em sua personalidade, geralmente, não conseguem ou não possuem a habilidade de desenvolver a empatia em qualquer forma.

Mas vale lembrar que existem casos de pessoas que não possuem nenhuma psicopatia e ainda assim não conseguem desenvolver o sentimento de empatia por outras pessoas. São, normalmente, pessoas com um grau elevado de egocentrismo e que somente veem suas habilidades pessoais ao passar por problemas ou a lidar com situações adversas.

Para esse tipo de pessoa que não consegue sentir empatia por outras, ainda existe a possibilidade de desenvolver esse sentimento e procurar melhorar a capacidade de se colocar no lugar do outro, de entender as dificuldades que ele está enfrentando, de ajudá-lo a entender que isso tudo são oportunidades de melhoria e de evolução que a vida acaba oferecendo, ainda que demande tempo e esforço, pois este é um caso mais complexo do que os demais.

 

Mas como desenvolver a empatia?

Como foi mencionado no parágrafo acima, é sabido que é possível desenvolver o sentimento de empatia por outra pessoa. Porém, pode ser que isso leve tempo e exija um esforço maior daquele que está em busca deste desenvolvimento.

É importante ter em mente, que o que vale neste processo é a busca e o interesse pela evolução pessoal, pois, de certa forma, sentir empatia por outra pessoa é um sinal de que você está crescendo, já que ao enxergamos as necessidades e os sentimentos dos outros, abrimos nossa mente e o nosso coração para o mundo à nossa volta e caminhamos em direção a um desenvolvimento maior e mais completo.

Com o tempo e com algumas técnicas, a empatia consegue ser desenvolvida e fixada no interior de uma pessoa. Veja algumas dessas técnicas que podem ser trabalhadas desde já:

 

1)     Esteja disposto a ouvir na essência o que aflige a outra pessoa. Quando ouvimos o outro, damos abertura para que ele nos mostre o seu mundo e sua realidade, fazendo deste um lugar seguro para o outro.

 

2)     Tente deixar de lado os preconceitos e julgamentos. Ouvir o que o outro tem a dizer, sem uma carga prévia, nos faz entender melhor o que ele vive e porque age como age.

 

3)     Não faça comparações com outros casos. Cada pessoa possui uma carga emocional própria, quando comparamos diminuímos a situação do outro.

 

4)     Passe a conversar com pessoas diferentes. Ao conversarmos com diversas pessoas vemos diversos pontos de vista e variadas vivências, expandindo nossos horizontes.

 

5)     Estabeleça um laço de confiança com as pessoas, seja sincero e gentil. A gentileza é capaz de grandes maravilhas na vida dos seres humanos.

 

Sentir empatia por uma pessoa ou por um fato que esteja acontecendo com alguém, pode fazer bem tanto para ela quanto para quem tem a capacidade de expressar esse sentimento extraordinário.

O poder que a empatia tem dentro do ser humano é enorme. Se você sente que consegue ter empatia por alguém, passe a prestar mais atenção no que vem acontecendo a sua volta. Caso você não sinta, ou tenha dificuldade neste ponto, comece com pequenos exercícios e gestos, como os que acabei de citar, pois isso mudará seu ponto de vista acerca das pessoas ao redor.

Pequenas transformações acontecem ao longo do tempo, as pessoas passam a te procurar com mais frequência para desabafar ou contar algo que as tem incomodado. Elas confiarão e respeitarão sua opinião cada vez mais e você passará a ser a primeira opção para aqueles que precisam se sentir mais acolhidos.

Para a pessoa que sente empatia por outra, isso pode ser algo transformador. Muitas vezes sentir que está sendo útil para outra pessoa pode ser o que faltava para se sentir verdadeiramente vivo. Perceba que os benefícios existem tanto para quem busca por colo quanto para quem oferece o ombro e viva o lado bom da humanidade.

Basta que seja dado um pequeno passo de cada vez, não é necessária uma revolução para que haja o início.

 

Fonte: https://www.ibccoaching.com.br/portal/conheca-o-poder-da-empatia/

 

segunda-feira, 1 de março de 2021

O que é a alteridade?

 



A alteridade é o reconhecimento da individualidade e das especificidades do outro ou de um outro grupo. Exercer a alteridade é agir com empatia, respeito e tolerância.

A alteridade é o reconhecimento de que existem pessoas e culturas singulares e subjetivas que pensam, agem e entendem o mundo de suas próprias maneiras. Reconhecer a alteridade é o primeiro passo para a formação de uma sociedade justa, equilibrada, democrática e tolerante, onde todas e todos possam expressar-se, desde que respeitem também a alteridade alheia.

Significado de alteridade

O dicionário Aurélio traz a seguinte definição de alteridade:

“al.te.ri.da.de - (francês alterité) - substantivo feminino - 1. Qualidade do que é outro ou do que é diferente. - 2. [Filosofia]. Caráter diferente, metafisicamente.”|1|

A palavra alteridade advém do vocábulo latino alteritas, que significa ser o outro, portanto, designa o exercício de colocar-se no lugar do outro, de perceber o outro como uma pessoa singular e subjetiva.

A alteridade é o reconhecimento e o respeito das diferenças entre as pessoas.

A alteridade é o reconhecimento da diferença, tanto no significado linguístico comum  quanto no significado filosófico, pois a alteridade é o que é, por essência e definição, diferente. Segundo Nicola Abbagnano, lexicólogo que publicou um imenso dicionário de termos filosóficos, alteridade significa “ser outro, colocar-se ou constituir-se como outro”|2|.

Alteridade na psicologia

O significado de alteridade para a psicologia não se encontra afastado dos significados filosófico e comum do termo, com a exceção de que os psicólogos serviram-se muito dos estudos antropológicos para incrementar um significado no termo que remete à cultura. O ato de enxergar o outro como um ser singular implica reconhecer que o outro é diferente de você. O reconhecimento da diferença individual é o primeiro passo para o exercício do respeito e da tolerância, pois se você quer que a sua individualidade seja respeitada, é necessário que, antes, você respeite a individualidade do outro.

Segundo o Dicionário de psicologia, alteridade é o “conceito que o indivíduo tem segundo o qual os outros seres são distintos dele. Contrário a ego”|3|. Enquanto o ego é a instância individual, a alteridade leva-nos ao reconhecimento do coletivo.

Nesse sentido, é a alteridade que pode garantir a coesão social, por exemplo. Também é a alteridade e seu reconhecimento a chave para evitar o etnocentrismo, a exploração de outros povos e a escravidão. Pensando com a antropologia, alteridade é o meio pelo qual é possível enxergar nas outras culturas as suas especificidades, evitando o prejulgamento.

Alteridade e etnocentrismo

A antropologia originou-se como uma ciência fortemente etnocêntrica. Edward Burnett Tylor e Herbert Spencer, os primeiros antropólogos ingleses, propuseram uma teoria, que chamaram de classificação das raças, extremamente racista e etnocêntrica.

Para os pensadores, havia uma hierarquia das raças que se atestava pela cultura: quanto mais claras as pessoas, mais desenvolvida a cultura, ao passo que as sociedades formadas por pessoas de peles mais escuras tendiam a desenvolver culturas inferiores. Ora, essa visão racista e etnocêntrica, que vinculou o antigo conceito de raça à cultura, vai ao extremo oposto do que diz o significado de alteridade.

Somente o geógrafo e antropólogo alemão, radicado nos Estados Unidos, Franz Boas  conseguiu enxergar a necessidade de desvincular “raça” de cultura. Para o pensador, entender uma sociedade significava entrar nela, aprender a sua língua, conviver com seus nativos e, sobretudo, deixar de lado os preconceitos e a visão da sua própria cultura. Caso contrário, o efeito esperado poderia ser o de olhar para a cultura diferente da sua como sendo inferior.

Outro importante antropólogo do século XX, o polonês Bronislaw Malinowski defendeu que a imersão na cultura deve ser total e completa e que o antropólogo deve passar muito tempo na sociedade em questão para de fato compreendê-la.

Esse exercício, enunciado pela primeira vez por Boas e colocado como método por Malinowski, foi bem descrito no livro Argonautas do Pacífico Sul. Interpretando a obra de Malinowski, podemos dizer que a alteridade é uma peça fundamental ao antropólogo, pois sem ela o estudioso cai na armadilha do etnocentrismo.

Alteridade e empatia

É comum o pensamento de que alteridade e empatia são sinônimos, porém são termos diferentes. Enquanto a empatia refere-se à capacidade de colocar-se no lugar do outro, sentir a dor do outro de maneira imaginária ou por analogia, a alteridade é a capacidade de reconhecer que o outro é daquele jeito porque ele é, essencialmente, diferente de você. Além do reconhecimento da diferença, a alteridade propõe um respeito ético ao outro como ser singular. É na alteridade que surge a tolerância.

Exemplos de alteridade

Segundo o sociólogo polonês contemporâneo Zygmunt Bauman, o mundo está cada vez mais fragmentado. A tendência atual é a do individualismo, um estilo de vida que leva ao egoísmo. Nesse sentido, a alteridade encaixa-se em momentos de coletividade, dando lugar à tolerância. Vejamos alguns exemplos de alteridade:

Imagine que imigrantes e refugiados comecem a entrar em seu país, passando a habitar a sua cidade. Exercer a alteridade, nesse caso, é reconhecer que aquelas pessoas sofreram e que elas saíram de suas terras natais porque foram obrigadas ou porque queriam levar uma vida digna. Exercer a alteridade, nesse caso, é acolher e oferecer o apoio possível a elas.

Imagine que você seja praticante de uma religião cristã, de vertente católica. No mundo existem cristãos protestantes, cristãos espíritas, muçulmanos, hindus, candomblecistas etc. A alteridade reside, nesse exemplo, no fato de que você deve reconhecer a história e a individualidade de cada pessoa e respeitar a escolha religiosa dela sem prejulgá-la.

Notas

|1| HOLANDA, Aurélio B. Dicionário da Língua Portuguesa. 6. ed. Curitiba: Positivo, 2004.
|2| ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de Filosofia.  3. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1998, p. 35.
|3| Dicionário de Psicologia. São Paulo: Itamaraty, v.5, 1973., p. 75


Por Francisco Porfírio
Professor de Sociologia



Fonte: Brasil Escola - https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/conceito-alteridade.htm

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

Anita Malfatti

 


Anita Malfatti, pintora brasileira, nasceu em 2 de dezembro de 1889, em São Paulo. Aprendeu a pintar com a mãe. No entanto, a artista estudou, em 1914, na Academia Imperial de Belas Artes, na Alemanha, e, em 1915 e 1916, na Arts Students League of New York e na Independent School of Art, nos Estados Unidos. Sua primeira exposição individual ocorreu em 1914, em São Paulo, mas a de 1917 é a mais famosa, devido à sua importância para o modernismo brasileiro.

 

A artista participou da Semana de Arte Moderna de 1922, evento artístico em comemoração ao centenário da independência do Brasil e responsável por divulgar as novas tendências da arte brasileira, isto é, o modernismo, movimento que rompeu com a arte tradicional para criar uma arte moderna, inovadora, independente e nacional. Assim, a criadora da tela O homem amarelo teve seu auge no modernismo, mas, com a maturidade artística, optou por fazer uma arte mais espontânea, com temática pautada na cultura popular, até a sua morte, em 6 de novembro de 1964.

 

Biografia de Anita Malfatti

 

Anita Malfatti nasceu em 2 de dezembro de 1889, em São Paulo. Sua mãe, Bety Malfatti (1866-1952), foi quem lhe ensinou a pintar. No entanto, a jovem pintora possuía uma atrofia no braço e na mão direita, e, em função disso, desenvolveu a habilidade da mão esquerda, com a qual pintava. Suas primeiras pinturas remanescentes datam do ano de 1909. No ano seguinte, a pintora mudou-se para a Alemanha, onde permaneceu até 1914. Nesse país estudou na Academia Imperial de Belas Artes, além de ter contato com o expressionismo.

Nos anos de 1915 e 1916, Anita Malfatti morou em Nova Iorque, onde estudou na Arts Students League of New York e na Independent School of Art. Apesar de sua primeira exposição individual ter ocorrido em 1914, em São Paulo, a pintora só ficou conhecida em 1917, devido a uma crítica negativa feita pelo escritor Monteiro Lobato (1882-1948). De todo modo, a pintura modernista, da qual Anita Malfatti é considerada a precursora, ganhou força com a realização da Semana de Arte Moderna de 1922.

Nessa época, ela fez parte do Grupo dos Cinco, um grupo de artistas composto por:

·        Tarsila do Amaral (1886-1973),

·        Mário de Andrade (1893-1945),

·        Oswald de Andrade (1890-1954)

·        Menotti del Picchia (1892-1988).

Em 1923 foi estudar em Paris, e só voltou ao Brasil em 1928 para ensinar desenho e pintura. A partir daí, a artista foi relativamente afastando-se do modernismo.

A pintora, desenhista, gravadora, ilustradora e professora Anita Malfatti participou do Salão Revolucionário, da Sociedade Pró-Arte Moderna, do Salão Paulista de Belas Artes e, em 1937, integrou-se à Família Artística Paulista, além de tornar-se presidente do Sindicato de Artistas Plásticos de São Paulo, em 1942. Assim, a partir da década de 1940, a pintora passou a produzir uma pintura mais centrada na cultura popular. Morreu em 6 de novembro de 1964, em São Paulo.

 

Estilo artístico de Anita Malfatti

Anita Malfatti foi uma artista do modernismo brasileiro, estilo de época inaugurado na Semana de Arte Moderna de 1922. Esse movimento realizou uma quebra com a arte tradicional, isto é, a arte acadêmica, com o intuito de criar uma arte independente e nacional. Dessa forma, o nacionalismo foi uma das principais características do modernismo brasileiro, movimento que, a princípio, esteve muito centrado no contexto urbano.

A exposição de Anita Malfatti, em 1917, é considerada, pelos estudiosos, um dos principais acontecimentos artísticos que levaram à realização da Semana de Arte Moderna de 1922. Portanto, a artista foi uma precursora, no Brasil, da “arte nova” ou arte moderna, que teve seu auge entre os anos de 1922 e 1930, período mais radical do movimento, a “fase de destruição”.

O modernismo no Brasil sofreu influência das vanguardas europeias, isto é, de movimentos como:

·        Cubismo

·        Futurismo

·        Dadaísmo

·        Surrealismo

·        Expressionismo

Principalmente nas artes plásticas, traços característicos desses movimentos podem ser identificados. Assim, inicialmente, Anita Malfatti, influenciada pelo expressionismo, imprimiu, em suas obras, marcas dessa estética.

Nas obras desse seu período inicial, é possível observar uma trabalho experimental com a luz, no abandono da técnica tradicional do claro-escuro. A artista não se preocupou com a representação fidedigna, isto é, naturalista, da realidade. Imagens com contornos grossos e ondulantes também podem ser identificadas. Além disso, a temática nacionalista fez-se presente, como na obra Tropical, de 1917.

No entanto, ainda na década de 1920, Malfatti começou a afastar-se do modernismo, sem, contudo, romper com o movimento. A pintora interessou-se pelo fauvismo, ou seja, passou a utilizar cores mais intensas, caminhou para a temática regionalista, voltou a dialogar com a pintura clássica e, por fim, buscou expressar-se de forma mais original. No auge de seu amadurecimento, sua pintura atingiu a espontaneidade, a independência em relação a movimentos estéticos, e passou a privilegiar temas da cultura popular.

 

Semana de Arte Moderna

 

Em comemoração ao centenário da independência do Brasil, jovens artistas brasileiros decidiram fazer um evento para apresentar as novas tendências da arte brasileira, influenciada pelas vanguardas europeias. Assim, de 13 a 18 de fevereiro de 1922, ocorreu a Semana de Arte Moderna, no Teatro Municipal de São Paulo. Ali foram realizadas exposições, conferências e concertos, com a presença de artistas como:

·        Oswald de Andrade

·        Guilherme de Almeida (1890-1969)

·        Menotti del Picchia

·        Mário de Andrade

·        Heitor Villa-Lobos (1887-1959)

·        Anita Malfatti

A Semana foi inaugurada em 13 de fevereiro de 1922, com a conferência do escritor Graça Aranha (1868-1931). Na segunda noite, Ronald de Carvalho (1893-1935) leu o poema Os sapos, de Manuel Bandeira (1886-1968). O poema foi vaiado pela plateia, composta por membros da elite paulistana acostumados à arte tradicional. Na terceira noite, Villa-Lobos apresentou-se de chinelo, o que provocou a rejeição de parte do público. Além disso, a mídia conservadora também atacou o novo movimento que surgia e que, a princípio, foi confundido com o futurismo.

Durante a Semana de Arte Moderna, Anita Malfatti contribuiu com 20 trabalhos. Entre eles estava sua obra O homem amarelo. Fez parte, portanto, dos primórdios do modernismo brasileiro. Suas pinturas estavam entre as 100 obras expostas no evento e dividiram o espaço com os trabalhos dos seguintes artistas:

·        Di Cavalcanti (1897-1976)

·        Ferrignac (1892-1958)

·        John Graz (1891-1980)

·        Vicente do Rego Monteiro (1899-1970)

·        Zina Aita (1900-1967)

·        Yan de Almeida Prado (1898-1991)

·        Antonio Paim Vieira (1895-1988)

 

Por Warley Souza
Professor de Literatura

 

Fonte: https://m.brasilescola.uol.com.br/artes/anita-malfatti.htm

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

Qual é a origem da Quaresma ?



 Dentre todas as solenidades cristãs, o primeiro lugar é ocupado pelo mistério pascal, porque devemos nos preparar para vivê-lo convenientemente. Por isso, foi instituída a Quaresma, um tempo de 40 dias para chegarmos dignamente à celebração do Tríduo Pascal.

 

A Quaresma, como prática obrigatória, foi instituída no século IV, mas, desde sempre, os cristãos se preparavam para a Páscoa com oração intensa, jejum e penitência. O número de 40 dias tem um significado simbólico-bíblico: 40 são os dias do dilúvio, da permanência de Moisés no Monte Sinai, das tentações de Jesus. Guiados por esse tempo e pelas práticas – como que guiados por uma bússola –, buscamos os tesouros da fé para crescer no seguimento de Nosso Senhor Jesus Cristo.

 

“Agora, diz o Senhor, voltai para mim com todo o vosso coração, com jejuns, lágrimas e gemidos; rasgai o coração e não as vestes; e voltai para o Senhor, vosso Deus; ele é benigno e compassivo, paciente e cheio de misericórdia, inclinado a perdoar o castigo” (Cf. Joel 12, 12-13).

 

Quaresma é tempo de conversão e penitência

 

Este tempo de 40 dias foi inspirado numa grande catequese que a Igreja primitiva realizava. Ela durava 40 dias, tempo em que os pagãos (catecúmenos) se preparavam para receber o batismo no Sábado Santo, dentro da Solenidade da Vigília Pascal. Acompanhavam também os irmãos que tinham cometido pecados graves para retornarem à fé. Esse tempo era marcado pela penitência e oração, pelo jejum e escuta da Palavra de Deus. Eles eram os “penitentes”, os quais renovavam a fé e recebiam o batismo ou eram reintegrados à comunidade no Sábado Santo.

 

Na Quarta-feira de Cinzas, iniciamos o tempo mais rico e profundo da liturgia. Na verdade, esse tempo, que abrange a Quaresma, a Semana Santa e Páscoa até o Pentecostes, é um grande retiro, centro do Mistério de Cristo e da nossa fé e salvação. Tempo privilegiado de conversão e combate espiritual, de jejum medicinal e caritativo. A Quaresma ainda é, sobretudo, tempo de escuta da Palavra de Deus, de uma catequese mais profunda que recorda aos cristãos os grandes temas batismais em preparação para a Páscoa.

 

Toda a nossa vida se torna um sacrifício espiritual, que apresentamos continuamente ao Pai, em união com o sacrifício de Jesus sofredor e pobre, a fim de que, por Ele, com Ele e n’Ele, seja o Pai em tudo louvado e glorificado. Por isso, a Quaresma é um caminho bíblico, pastoral, litúrgico e existencial para cada cristão pessoalmente e para a comunidade cristã em geral, que começa com as cinzas e termina com a noite da luz e do fogo, a noite santa da Páscoa da Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.

 

Vamos refletir sobre os rumos de nossa espiritualidade até a Páscoa de Nosso Senhor Jesus, ou seja, a vida nova que o Ele tem para nós, os exercícios quaresmais de conversão. A liturgia da Quarta-feira de Cinzas manda proclamar o Evangelho em que Nosso Senhor fala sobre esmola, oração e jejum, conforme Mateus 6,1-8.16-18.

 

 

Texto de Padre Luizinho, natural de Feira de Santana (BA), é sacerdote na Comunidade Canção Nova. Ordenado em 22 de dezembro de 2000, cujo lema sacerdotal é “Tudo posso naquele que me

dá força”. Twitter: http://@peluizinho

 

Fonte: https://formacao.cancaonova.com/liturgia/tempo-liturgico/quaresma/qual-e-a-origem-da-quaresma/

 

domingo, 7 de fevereiro de 2021

Campanha da Fraternidade de 2021 terá como lema “fraternidade e diálogo: Compromisso com amor

 


Todos os anos, a Igreja do Brasil nos convida, no período da Quaresma, a viver a Campanha da Fraternidade, como forma concreta de testemunhar o Evangelho de Cristo.

Para isto, a cada ano, a Igreja nos apresenta um tema para ser refletido, rezado, e colocado em pratica. Em 2021, o tema proposto é “Cristo é a nossa Paz: do que era dividido fez uma unidade” (Ef 2, 14a) e o lema: “Fraternidade e diálogo: Compromisso de Amor.”

O objetivo da CF é despertar para o sentido da vida como dom e compromisso, recriando relações fecundas na família, na comunidade e na sociedade, à luz da palavra de Deus.

Outro ponto importante é que a CF 2021 será ecumênica, buscando o diálogo com outras denominações cristãs. Esta será a quinta Campanha Ecumênica realizada no Brasil, e o seu objetivo geral é convidar as comunidades de fé e as pessoas de boa vontade a pensarem, avaliarem e identificarem um caminhar para superar as polarizações e violências, por meio do diálogo amoroso, testemunhando a unidade da diversidade.

 

Fonte: https://www.radiofandango.com.br/brasil/2021/02/04/38352/campanha-da-fraternidade-de-2021-tera-como-lema-fraternidade-e-dialogo-compromisso-com-amor/#:~:text=Em%202021%2C%20o%20tema%20proposto,di%C3%A1logo%3A%20Compromisso%20de%20Amor.%E2%80%9D

 

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

Arte Cristã Primitiva – 6º anos (ARTE)

 


A partir de 313, a expansão do cristianismo pelo Império Romano estabeleceu outra fase no desenvolvimento das expressões artísticas ligadas a essa nova crença. De acordo com as bases fundamentais do Edito de Milão, documento oficial outorgado pelo Imperador Constantino, o cristianismo passava a ser uma religião reconhecida pelo Estado romano. Após essa determinação, as igrejas cristãs se proliferaram e abriram espaço para um novo campo de expressão para tal arte.

Os primeiros templos cristãos foram visivelmente influenciados pela tradição arquitetônica dos prédios públicos romanos. Uma das maiores manifestações dessa influência é vista na utilização da palavra “basílica” para nomear as igrejas. Antes de tal acontecimento, esse mesmo nome era somente empregado para os prédios que cuidavam da administração do império.

Sendo uma verdadeira homenagem à confissão cristã, essas primeiras igrejas construídas tinham um projeto arquitetônico bastante elaborado. Os recursos financeiros utilizados eram elevados, pois se tinha uma grande preocupação com a solidez da obra construída. Internamente, as primeiras basílicas cristãs eram dotadas de um grande teto segmentado em três grandes abóbodas ogivais apoiadas por ogivas menores que, por sua vez, eram sustentadas por várias colunas.

Em algumas situações, por conta da falta de conhecimento do arquiteto ou pela simples contenção de despesas, algumas igrejas contaram com um projeto menos elaborado. Contudo, vemos que parte considerável dessas igrejas valorizava a concepção de espaços amplos que pudessem se adequar à congregação de vários seguidores do cristianismo. Além disso, as paredes eram ricas em pinturas que faziam referência a passagens bíblicas.

As pinturas que aparecem nessa época assinalam bem o estado de hibridação cultural vivido no mundo romano. Muitas das imagens representadas no interior destas igrejas, que faziam sentido ao culto cristão, também poderiam despertar os sentidos dos seguidores das demais religiões pagãs. A representação de videiras nos arabescos das basílicas que poderia ter origem nos rituais dionisíacos, agora, no contexto cristão, fazia referência ao sagrado ritual eucarístico.

Além dessa fusão, percebemos que a liberação do culto propiciou a inauguração de uma série de novos elementos que integraram a iconografia cristã. Como exemplo, podemos citar uma interessante imagem presente na Igreja de Santa Constanza. Em tal construção, podemos apreciar a imagem do Cristo em um cenário paradisíaco entregando as leis nas mãos dos apóstolos Pedro e Paulo.

Ainda durante o século IV, temos que ainda destacar as ações tomadas pelo Imperador Teodósio. Por meio dos poderes a ele concedidos, este governante romano, no ano de 391, elevou o cristianismo à condição de religião oficial de todo o Império Romano. Dessa forma, podemos compreender por quais razões a pintura e a arquitetura cristã se desenvolveram tanto nesse espaço de tempo.


Veja mais:
Arte cristã primitiva – A fase catacumbária


Por Rainer Sousa
Mestre em História



Fonte: Brasil Escola - https://brasilescola.uol.com.br/artes/arte-crista-primitiva-1.htm

 

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

O que é a Inteligência Emocional?

 


A inteligência emocional é um tipo de inteligência que envolve as emoções voltadas em prol de si mesmo. Para que um indivíduo se desempenhe bem esse necessita de inteligência intelectual, flexibilidade mental, objetivos traçados, equilíbrio emocional e determinação. Adquirindo a capacidade de se auto-conhecer, lidar com os sentimentos, controlando-os, administrando as emoções, levando-as a serem influenciadas pelos objetivos, relacionando-se e observando o emocional de outras pessoas.

As emoções muitas vezes influenciam as pessoas em suas decisões e isso significa que esta se mantém positivamente ativa já que colabora com o amplo e global crescimento do indivíduo. Pode ser desenvolvida positivamente já que possui tanta influência sobre as pessoas através das observações e avaliações do próprio comportamento e sentimento, ocultando sentimentos como raiva, desânimo, frustração e substituindo-os por bom-humor, entusiasmo, positivismo.

Por Gabriela Cabral



Fonte: Brasil Escola - https://brasilescola.uol.com.br/psicologia/inteligencia-emocional.htm

 

Feliz Ano Novo!

 É hora de receber o  Ano Novo  com alegria e esperança no coração. De deixar o ruim no passado, e abraçar o futuro com otimismo. Vamos faze...